Resenha – Quarteto Fantástico

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Quando se fala de Quarteto Fantástico fora das histórias em quadrinhos, geralmente é bom ficar apreensivo. A trajetória do grupo de heróis da Marvel não tem sido nada promissora nas telonas, tão pouco nas telinhas.

Apesar do passado negativo, a Fox apostou mais uma vez suas fichas na história do Senhor Fantástico e sua equipe, mesmo que tal decisão possa estar ligada às clausulas de direitos autorais, que obrigam a produtora a explorar o nome da franquia em determinado período de tempo ou os direitos retornariam à Marvel.

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Depois do fiasco iniciado em 2005, a história do Quarteto Fantástico é recontada agora em 2015, com algumas modificações, que aparentemente fizeram com que o filme chamasse alguma atenção, a começar pela própria história de seus integrantes, que agora são adolescentes, deixando para trás qualquer semelhança com o grupo do filme antecessor.

A história começa com Reed Richards (Miles Teller) ainda criança, porém com uma mente muito avançada. O jovem Reed faz amizade com Ben Grimm (Jamie Bell) e juntos acabam criando um protótipo de uma máquina capaz de teletransportar pequenos objetos. Esse invento é desprezado na feira de ciências de sua escola, por apresentar problemas. O que me faz pensar em qual era o nível daquela feira de ciências para se ignorar o fato de um adolescente criar, mesmo que com alguns defeitos, uma máquina capaz de levar pessoas e objetos para qualquer outro lugar, instantaneamente.

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Mesmo não tendo chamado a atenção dos professores, a descoberta de Richards desperta o interesse do Dr. Storm (Reg E. Cathey), que trabalha com uma pesquisa sobre universos paralelos. Storm, juntamente com sua brilhante filha adotiva Sue (Kate Mara), convencem o jovem a participar de sua pesquisa. Também estão envolvidos nesse trabalho Jonnhy Storm (Michael B. Jordan), que é outro filho do Dr. Storm e o jovem e problemático Victor Von Doom (Toby Kebbell).

Juntos eles conseguem concluir seu projeto e acabam criando uma máquina capaz de leva-los a um mundo paralelo. Obviamente algo dá errado durante a utilização dessa máquina e, assim como nos quadrinhos, o quarteto adquire seus superpoderes.

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Apesar de se tratar da mesma história que já havia sido contada e recontada inúmeras vezes, Josh Trank, que foi quem dirigiu o filme, conseguiu passar uma versão diferente da história do surgimento do Quarteto Fantástico. O problema é que a versão de Trank é ruim!

Um filme com um enredo muito fraco, com um ritmo praticamente inexistente e em certos momentos monótono, acompanhados de uma trilha sonora inexpressiva e personagens apáticos e sem vida, o Quarteto Fantástico é, segundo a minha opinião, um dos piores filmes de heróis dos últimos tempos.

Os efeitos especiais são extremamente artificiais e alguns até mal feitos, fazendo lembrar, inclusive as marionetes daquela antiga série, “The Thunderbirds”.
A motivação das personagens é tão nula, quanto seus backgrounds, o que faz com que quem esteja assistindo ao filme, não consiga criar qualquer vínculo ou afinidade por qualquer um dos integrantes do quarteto.

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Some tudo isso a um desfecho pífio e pronto! Você tem mais um filme muito ruim contanto a história do Quarteto Fantástico. Mesmo o filme não tendo nenhuma cena pós-crédito, especula-se que poderemos ver esse grupo mais uma vez, num possível crossover entre o Quarteto Fantástico e os mutantes de X-Men, outro nome que pertence à Fox.

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Mas se for para extrair algo de bom de Quarteto Fantástico de 2015, pode-se dizer que esse filme me fez reavaliar a versão lançada em 2005. Hoje entendo que a versão de 10 anos atrás era apenas fraca, enquanto a versão desse ano é ruim.

Agora só nos resta esperar que a Fox não cometa os mesmos erros com X-Men.

 

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Título Original: Fantastic Four
Ano produção: 2015
Dirigido por: Josh Trank
Estreia no Brasil: 06 de agosto de 2015
Duração: 106 minutos
Classificação: 10 anos
Gênero: Ação, Ficção Científica
País de Origem: Estados Unidos

 

 

Uxo

Uxo

Um pouco de nerd e muito de caminhoneiro.
Me amarro em cinema, literatura e games!
Curto muito uma boa história... ainda mais quando eu sou parte dela!
Uxo