Análise – Tom Clancy’s Ghost Recon Wildlands

GRW_04Tom Clancy foi um escritor de livros com enredos sobre espionagem e ciência militar. Inspirados em seus livros, os jogos da franquia Tom Clancy são conhecidos por serem shooter táticos, que misturam tiroteio com estratégia, onde o jogador controla equipes militares inteiras para completar seus objetivos.

Ghost Recon Wildlands é o décimo terceiro jogo da franquia e traz uma enorme inovação em relação aos jogos anteriores: agora tudo acontece em um mundo aberto e o cenário onde a ação ocorre é na Bolívia. Os jogadores controlam Nomad, líder de um grupo com três membros, e todos fazem parte da divisão Ghost, parte do exército americano que atua em missões secretas e sempre fazendo parecer que não são dos Estados Unidos, para que a participação do país nos conflitos seja omitida sempre. A missão da equipe na Bolívia é acabar com o cartel Santa Blanca, que domina o país com sua produção de cocaína. O enredo é bem simples, onde tudo se resume à guerra entre traficantes e militares, sem inovar ou ousar muito.

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Os cenários estão muito bem detalhados. Os ambientes que o jogador irá percorrer durante o jogo variam muito, desde cidades, montanhas, desertos e florestas e todos estão com visual muito bonito. Como o mapa do jogo é enorme, o jogador pode contar com diversos veículos para explorá-lo, e o controle deles é fácil de se adaptar. Ao controlar Nomad, no entanto, aparecem alguns problemas. O sistema de cobertura é automático, sem necessidade de apertar nenhum botão, e em alguns momentos em que você quiser se esconder atrás de qualquer objeto o seu personagem pode não fazer isso e te deixar totalmente exposto ao fogo inimigo, jogando por água abaixo sua estratégia e fazendo com que os combates sejam frustrantes. Na hora de atirar o jogo permite que a mira seja em primeira pessoa ou em terceira pessoa, deixando o jogador escolher a melhor forma.

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O fato de o jogo ser em mundo aberto permite que o jogador escolha o que fazer, podendo deixar as missões principais de lado para se divertir com as secundárias. O problema é que essas missões paralelas são bem repetitivas e é muito fácil perder o interesse nelas com algumas horas de jogo. Fica por conta do jogador escolher a forma de fazer as missões, seja de forma furtiva ou modo “Rambo”, atirando em tudo e todos de frente. As missões quando realizadas no multiplayer com outras pessoas controlando seus companheiros de time, se tornam melhores, pois a inteligência artificial do jogo peca muito e torna seus companheiros controlados pelo computador um desastre em alguns momentos.

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Outro ponto baixo do jogo fica na dublagem, com as falas parecendo muito mecânicas e pouco humanas, deixando os personagens sem carisma e sem personalidade.

Ghost Recon Wildlands possui um sistema de melhoria de habilidades que permite ao jogador personalizar seu soldado, escolhendo o que melhorar de acordo com a forma que joga.

No geral Tom Clancy’s Ghost Recon Wildlands é um bom jogo, com belos gráficos e jogabilidade razoável. A maior novidade do jogo, que é o mundo aberto, trouxe uma evolução à franquia, mas foi também o que trouxe sua maior falha, que é a repetitividade. Caso você opte por jogar no multiplayer, terá uma melhor experiência do que no single player, por isso, chame os amigos para aproveitar melhor esse game!


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Ficha Técnica

Título: Tom Clancy’s Ghost Recon Wildlands

Desenvolvedora: Ubisoft

Data de Lançamento: 7 de março de 2017

Gênero: Shooter

Plataformas: PlayStation 4, Xbox One, PC

 

 

 

 

 

 


Essa análise foi publicada originalmente no blog Guia de Compras da Casas Bahia. Visitem e prestigiem minhas análises lá!

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Bruno Audi

Bruno Audi

Criador de trocadilhos e piadas ruins. Terceira pessoa mais sem graça do Brasil. Podcaster no Los Chicos, viciado em games e filmes de terror. Pretendo estar vivo até o final de One Piece e Game of Thrones.
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