5 jogos mal recebidos pela crítica mas que merecem sua atenção.

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Sempre que um grande estúdio ou produtora anunciam uma nova propriedade intelectual, chamam para si a atenção do público e da crítica, cujo principal papel é apresentar aos futuros consumidores aquilo que estará presente na versão final do jogo, assim como opinião técnica sobre a obra. Neste impasse, muitos jogos acabam por obter notas abaixo da média utilizada por grande parte dos sites especializados em games, ainda que times de peso já tenham abandonado o sistema de pontuação. Para isso, os analistas se atêm a vários quesitos, como enredo, ambientação, trilha sonora, parte gráfica, dentre outros. Uma vez que um título se mostre incapaz de alcançar as expectativas, corre grandes riscos de cair no limbo de fortes críticas, muitas vezes imprecisas e pouco fundamentadas.

Glitches de Assassin's Creed Unity o fizeram não jogável em seu lançamento. Imagem: www.reddit.com

Glitches de Assassin’s Creed Unity o fizeram não jogável em seu lançamento. Imagem: www.reddit.com

Todavia, com a chegada da sétima geração de consoles, que permitiam que os jogadores pudessem conectar seus aparelhos a internet para desfrutarem de benefícios como partidas online, download de jogos, rede de amigos e DLC’s, também possibilitou aos desenvolvedores sempre que preciso for disponibilizarem correções e modificações a jogos já lançados, por meio dos famosos updates, cada vez mais comuns em quase todo game, garantindo que problemas técnicos sejam amenizados e,até mesmo,corrigidos por completo.

Assim, listamos á seguir 5 jogos que não foram tão bem recebidos pela crítica, mas que se mostram excelentes opções de diversão.

(Não incluiremos na lista os jogos Batman Arkham Night e Mortal Kombat X, pois apesar de ambos terem tido lançamento extremamente problemático nos PC’s as críticas quanto a qualidade dos games, no geral, foram muito boas).


1- Assassin’s Creed Unity – 2014 (PS4,XOne, PC)

Começamos nossa lista com um dos jogos mais comentados na atuação geração de consoles, diga-se de passagem, não por sua qualidade mas sim pelos vários problemas apresentados em seu lançamento. As primeiras imagens e vídeos de Unity e sua Paris virtual em plena revolução francesa deixaram fãs aguçados com as inúmeras possibilidades e mudanças que o título traria a série, mas passada a empolgação, o game se mostrou instável e quase impossível de se jogar em suas primeiras semanas, tamanho os problemas encontrados no jogo.

Unity, até então, era o maior Assassin’s Creed já criado pela Ubi, com cenários extremamente amplos e acessíveis, além de uma quantidade absurda de transeuntes em cada canto que se passava. O título também aperfeiçoou o famoso parkour, tão característico da série, o deixando mais fluido, além de introduzir modos de subida e descida muito mais fáceis. No entanto, nada disso parece ter conseguido apagar a raiva de quem experimentou o título em seu lançamento. Travamentos constantes que exigiam reiniciamento dos consoles, quedas bruscas e constantes na taxa de quadro por segundos, objetos e personagens que brotavam ou simplesmente desapareciam, inclusive durante cutscenes, etc. Tamanha foi a repercussão dos erros encontrados na falta de otimização de Unity que a própria empresa veio a público se posicionar quanto aos problemas.

No entanto, após uma série de atualizações disponibilizadas, Assassin’s Creed Unity se encontra hoje como um verdadeiro exemplo do que os atuais consoles podem oferecer, além de ótima opção aos fãs da série. Os efeitos de luz e mudanças climáticas no jogo são de primeira qualidade, destacando-se de longe daquilo visto nos títulos anteriores. Texturas, cabelos e modelagens de personagens são extremamente bem feitos, podendo ser possível perceber sardas, pintas, rugas e cada feição no rosto dos personagens de forma clara e muito convincente. Apesar de ainda sofrer com quedas na taxa de quadros por segundo, o título se tornou bastante estável, apresentando um multiplayer cooperativo que se integra ao enredo do jogo. Com uma ambientação espetacular, trilha sonora original, gráficos realmente “next gen” e multiplayer que diverte, Assassin’s Creed Unity sem dúvidas é um bom jogo, que apesar das críticas negativas em seu lançamento merece ser apreciado pelos fãs.


2- Thief – 2014 (PS4,PS3, XOne, X360, PC)

Servindo como uma espécie de reboot de uma série super aclamada no passado, Thief apresenta uma proposta divertida e original em meio a tantos títulos genéricos, a de agir nas sombras e nunca ser visto. Concebido como um jogo stealth, o jogador assume o papel do Mestre Ladrão Garret, que em meio a suas atividades de larápio se vê envolvido em acontecimentos que mudam todo o destino em The City, cidade do jogo. Apesar de possuir arsenal considerável, como flechas de fogo, água e até mesmo bombas, Garret não possui força necessária para se livrar de grupos de inimigos tão facilmente, além do fato de cada melhoria em seus equipamentos e habilidades custarem dinheiro conseguido no jogo. Dessa forma, o jogador deve explorar com muita cautela o cenário, procurando encontrar a melhor forma de se esgueirar entre os inimigos sem que estes o notem, sem é claro, se esquecer de coletar os inúmeros colecionáveis espalhados que garantem boas recompensas ao final de cada capítulo,de acordo seu estilo de abordagem.

Uso de arco em flecha em Thief é essencial e super divertido. Imagem:www.gamesradar.com

Uso de arco em flecha em Thief é essencial e super divertido. Imagem:www.gamesradar.com

É possível atravessar todo o jogo sem matar sequer um inimigo, até mesmo chefes, missão extremamente penosa, principalmente em dificuldades mais avançadas, onde os inimigos ficam mais alertas e os recursos utilizados por Garret se tornam mais escassos e caros, obrigando o jogador a se tornar um verdadeiro fantasma. Visualmente, Thief é como um conto gótico onde você perambula pelas madrugadas densas e solitárias de uma cidade tomada por uma praga misteriosa, com efeitos de névoa e chuva, presentes somente na atual geração, que criam uma verdadeira sensação de estar nas sombras de um lugar decadente e misterioso. Apesar das expressões faciais não serem muito convincentes e o jogo também sofrer de quedas de FPS, cada habilidade desbloqueada, roubo bem sucedido e inimigo superado em silêncio trazem uma sensação muito boa ao final do jogo, que consegue ser um dos poucos a fazer uso do stealth em toda a jogatina.


3- Star Wars The Force Unleashed – 2008 (PS3,PS2,X360, Wii)

A extinta produtora Lucas Art, que detinha direito sobre a obra de George Lucas, utilizou-se do universo Star Wars para apresentar as aventuras de um personagem desconhecido e sua relação com o icônico Darth Vader. Conhecido como Starkiller, o jovem é inicialmente treinado por Vader, mas logo percebe as intenções de seu mentor e parte rumo a suas próprias descobertas. Na trama, são apresentadas outras personagens bastante conhecidas que ajudam a moldar a história, mas a verdadeira estrela do jogo é sem dúvidas sua ambientação. É impossível não reviver a nostalgia dos filmes a cada universo visitado e seus habitantes. Aliado a isso, a trilha sonora do jogo é a mesma tida nas obras do cinema, resgatando os momentos das primeiras obras a cada som que o movimento do sabre de luz gera quando entra em ação ou um Storm Trooper aparece em cena.

Há bastantes inimigos a serem derrotados em Force Unleashed.

Há bastantes inimigos a serem derrotados em Force Unleashed.

Ainda, ha uma série de escondidos que servem como power ups de suas habilidades que ajudam a aumentar a jogatina. Muitas das críticas quanto a The force Unleashed foram por conta de seu enredo desconexo das demais histórias já vistas nos filmes e por falta de variedade nas missões. Mesmo assim, o jogo é como reviver as tardes de infância em frente a TV encantado com cada animação e efeito, tão surpreendentes na época. O jogo ainda possui uma continuação, The Force Unleashed 2, que mostra o desfecho dos atos de Starkiller após a primeira aventura.


4- The Order:1886 – 2015 (PS4)

Anunciado na E3 2013, como um exclusivo AAA da Sony, The Order:1886 chamou atenção por sua atmosfera vitoriana, gráficos hiper realistas e a presença de lobisomens, ou lycans. A cada novo trailer lançado o público ficava de boca aberta com a qualidade visual do título e a possibilidade de que as armas diferentes e criativas poderiam oferecer. Por ser um dos primeiros exclusivos a mostrar o potencial do PS4, a Sony investiu pesado com o marketing do jogo, o fazendo parecer um belíssimo Gears of war com armas ainda melhores e inimigos lendários. No entanto, assim que o jogo saiu pode-se perceber que sua proposta era diferente, causando enorme descontentamento na crítica.

Atualmente, Uncharted 4 detêm o título de game mais bonito do console da Sony, mas antes dele The Order o ostentava e não é pra menos. O jogo é uma experiência visual sem precedentes,como nunca vista até então em um console, criando uma atmosfera imersiva,única e densa. Os efeitos e animações do jogo são de encher os olhos, as expressões faciais, cabelos e texturas nos fazem pensar que realmente estamos a um passo de termos jogos tão reais quanto filmes. As armas do jogo também são um detalhe a parte, além de uma trilha sonora original que empolga e se casa muito bem com a ambientação.

The Order marca um novo patamar em quesitos visuais nos jogos. imagem: Playstation.com

The Order marca um novo patamar em quesitos visuais nos jogos. imagem: Playstation.com

Infelizmente, o hype criado em cima do marketing errado de The Order o levou a ser duramente criticado e ter notas bem abaixo do esperado. Dentre os principais pontos levantados, estavam uma curta duração e pouca liberdade em certos momentos. No entanto, The Order:1886 não é um shooter apocalíptico vitoriano com lobisomens, mas sim uma história interativa belíssima e rica, que transposta o jogador para uma Inglaterra alternativa onde os cavaleiros da távola redonda protegem a humanidade dos seres híbridos. Apesar de não se estender, seu enredo denso, sensível e cheio de traições nos deixam ansiosos por uma continuação, onde Sir Galahaad possa mostrar a que veio.


5- Alien Isolation – 2014 (PS4,PS3, XOne, X360, PC)

Um verdadeiro legado ao universo criado por Ridley Scott, assim pode-se definir Alien Isolation. É impossível jogar Isolation sem se recordar de o 8º passageiro em praticamente cada corredor e tecnologia, ou ideia de que como elas seriam no futuro. Na verdade, o jogo não esconde suas inspirações e até mesmo as homenageia, sendo a protagonista filha da subtenente Ripley, tripulante da nave Nostramos no clássico dos cinemas. Isolation possui uma atmosfera única, imersiva e incrivelmente assustadora, dada a insegurança causada pela incerteza dos atos do alien.

Á procura de respostas sobre o que de fato aconteceu com sua mãe, Amanda se vê em um verdadeiro jogo de cão e rato com uma criatura assustadora, inteligente e que parece não ser possível de ser derrotada. Dessa forma, o jogador é levado a todo tempo buscar a melhor forma de não ser visto e avançar até os checkpoints manuais do jogo.

Cautela e medo irão te acompanhar cada segundo em Isolation. Imagem: br. ign.com

Cautela e medo irão te acompanhar cada segundo em Isolation. Imagem: br. ign.com

Sem dúvidas, boa parte do sucesso do título se deve a sua ambientação tão característica do ideal de futuro tecnológico dos anos 70 e 80 apresentados no cinema. É impressionante ver cada equipamento, roupas, computadores e até mesmo a forma de salvar o andamento do jogo, remetendo ao filme de 1979. Isolation é um jogo de ação furtiva, por isso a sensação de estar indefeso o seguirá durante toda a campanha, aumentando ainda mais o medo.

Apesar de suas qualidades, o jogo foi criticado por ritmo um tanto lento, além da falta de padronização dos atos do alien, que de fato pode surgir a qualquer momento. No entanto, Alien Isolation é sem dúvidas um dos melhores jogos de terror disponíveis dos últimos tempos que consegue resgatar a atmosfera vivida no final da década de 70 em o 8° passageiro.


E aí, já jogou algum destes? Concorda com as críticas? Quais outros jogos você acrescentaria? Diz aí nos comentários e…Expelliarmos.

Dennerson Samarony
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Dennerson Samarony

Libriano apaixonado por games, vintage, terror e rock'n'roll.
Pai de 8 filhos peludos que comem e bagunçam o dia inteiro.
Vegetariano convicto e amante assumido da natureza.
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