10 Quadrinhos Para Ler Hoje (Dia dos Quadrinhos Nacionais)

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Quando falamos em quadrinhos nacionais, o primeiro nome que vêm à mente de 10 entre 10 brasileiros é a Turma da Mônica do Mauricio de Souza. Isso porque, além de ser muito bom, ele possui a maior fatia do mercado em números de venda, ganhando até de títulos estrangeiros.

Sempre tivemos muito material autoral no Brasil, mas nos últimos anos a coisa tomou um proporção “monstra” com diversos títulos invadindo as bancas e livrarias principalmente. Não é mais novidade ter diversos artistas trabalhando para o mercado americano e europeu, inclusive escrevendo, porém o número de publicações nacionais cresceu brutalmente nos últimos anos.

Tanto isso é verdade – o mercado está muito receptivo – que até o próprio estúdio do Mauricio de Souza está produzindo material autoral com seus personagens: Criaram uma linha de Graphic Novels, o MSP, que já produziu diversos títulos (os quais recomendo todos).

Muitos artistas optam por publicarem por conta própria e comercializarem em eventos, livrarias, gibitecas e escolas de arte, e eu como, desenhista, professor de quadrinhos, autor e fã, acho isso MARAVILHOSO!!!

Selecionei 10 quadrinhos nacionais que li recentemente, e lógico que essa lista poderia ser bem maior, pois tem muita coisa boa que ainda não li.


Gibi Quântico

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Em parceria com a Quanta Academia de Artes, o Gibi Quântico conta com 10 roteiristas e 10 desenhistas, todos ex-alunos de cursos da Quanta. São 10 histórias de 10 páginas cada, produzidas por duplas de roteiristas e desenhistas (desenhei uma das histórias).

As histórias têm temas diversos e traços diferentes, para agradar a todos os públicos. A melhor parte é que o gibi foi distribuído gratuitamente e, se você der sorte, ainda pode conseguir o seu exemplar visitando a Quanta.

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Quad – Volume 1

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No Quad temos quatro artistas que fazem os roteiros e as artes de suas histórias – que não possuem ligação entre elas, mas são situadas em um mesmo universo. Um futuro apocalíptico a lá Heavy Metal para fã nenhum desse gênero botar defeito. Eles publicaram por meio de financiamento coletivo e nas três edições já lançadas, alcançaram valores superiores do que o estipulado para a produção. Bravo!

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Bando de Dois

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Um dos meus favoritos da lista, Bando de Dois conta a história de dois cangaceiros em busca de vingança para o seu grupo que foi morto em uma emboscada. Com uma pegada meio “Bang Bang à Italiana” e com uma caracterização de cenários e personagens perfeita, Danilo Beyruth dá um show de narrativa! Um detalhe interessante no encadernado é a parte separada para autógrafos, o autor fez uma caixinha para desenhar a cabeça decepada como se fosse de um cangaceiro (ainda espero autografar a minha).
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Apagão – Cidade sem Lei/Luz

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Mais um projeto que foi publicado com auxílio de financiamento coletivo, Apagão é uma história de tirar o fôlego de qualquer leitor. Situada em uma São Paulo em meio a um blecaute e tomada por gangues, tem uma pegada meio “futurista – anos 80″ misturada com o clássico “Warriors os Selvagens da Noite”. O traço solto do desenhista conduz a história de forma perfeita. O projeto se mostra ambicioso e conta até com trilha sonora.

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Draconian

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Quem viveu o auge dos RPG’s nos anos 90, como eu, com certeza se lembra de um dos jogos mais famosos da época: “Vampiros, a Máscara”. Completamente inspirado nos livros da Anne Rice (que são minha versão predileta dos sugadores de sangue), passei muitas noites acordado jogando com meus amigos em um parque de Santo André, todos vestidos de preto. Bom, se você sabe do que estou falando, com certeza vai amar Draconian, pois é justamente essa atmosfera que essa hq independente traz.

É uma coletânea de 10 histórias, que passeiam pelo mesmo universo e, por vezes, repetem alguns personagens.

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Por Que, Pedro?

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“Por Que, Pedro?” é um livro de tirinhas, onde o autor e personagem principal Pedro convive com seus dois fantasmas do passado, o da infância e o da adolescência.

Trazendo reflexões sobre traumas e escolhas equivocadas do passado, com as quais quase todos adultos lidam, me identifiquei com muitas situações e dei boas risadas.
Você pode curtir a fanpage do facebook, onde há tiras diferentes das publicadas no livro.

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Mondo Urbano

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Essa é mais uma HQ daquelas indispensáveis na estante! Mateus Santolouco, Eduardo Medeiros e Rafael Albuquerque se unem para produzir essa HQ. A diferença desse material, porém, é que eles contam, cada um com seu traço e estilo a mesma história. Confesso que nunca gostei muito quando no meio da história trocava-se o desenhista, mas nesse caso funciona bem, muito bem!

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Monstros

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Ler Monstros do Gustavo Duarte é uma delícia, até por que não precisamos ler.Quadrinhos não precisam necessariamente de balões de fala ou pensamento, podemos contar histórias apenas com imagens e ele faz isso de forma espetacular. Claramente inspirados nos seriados japoneses, essa HQ traz o traço característico do autor e uma narrativa linda. Peça fundamental na estante de todo amante da nona arte.
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Portais

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Com roteiro do mestre Octavio Cariello e arte maravilhosa de Pietro Antognioni somos levados por um mundo extraordinário (ou vários). Nessa HQ pra nenhum europeu botar defeito acompanhamos a trajetória de cinco personagens de épocas diferentes que são teletransportados para um futuro onde acabam envolvidos em uma guerra por poder. A leitura pode não ser tão simples, mas o universo se mostra rico e deve com certeza gerar continuações. Aguardo ansioso!

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Mortalha

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Não sei ainda se entendi 100% a história do Caio Yo em Mortalha, mas isso não impede que eu goste muito. Mortalha conta a história de um escudeiro órfão que perde o seu cavaleiro e vive um turbilhão de sentimentos principalmente em relação a Deus. A parte gráfica é simplesmente fantástica, ele teve a ousadia de fazer tudo com canetinha – isso mesmo, canetinha – o resultado é simplesmente impressionante!
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Daria pra fazer uma lista facilmente com uns 100 títulos, devo revisitar esse tema muito em breve. Se você leu alguma dessas hqs deixe seu comentário contando o que achou ou se tiver sugestões de HQs nacionais, pode deixar nos comentários sua indicação.


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Leopoldo Alves

Leopoldo Alves

Pai de família, ilustrador freelancer, baixista (frustrado) e professor de desenho.
Leopoldo Alves